Para o presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Manoel Rangel, a Lei 12.485 "descortina um horizonte especial para o mercado audivisual brasileiro", porque abre a possibilidade de o país produzir seu próprio conteúdo e não apenas ficar à mercê da produção estrangeira."Aquele país que não produz a sua própria imagem, estará sempre sujeito a que a sua imagem seja produzida por terceiros, com todas as caricaturas decorrentes dessa produção por terceiros", destacou.
O que seria uma caricatura? Caricatura é um desenho de um personagem da vida real. Porém, a caricatura enfatiza e exagera as características da pessoa de uma forma humorística, assim como em algumas circunstâncias acentua gestos, vícios e hábitos particulares em cada indivíduo. A caricatura no audivisual seria uma maneira distorcida que se produziria do brasileiro, não correspondendo a verdade. Muitas vezes com tons de ironia.
Mas para evitar caricaturas teria de falar a verdade para o povo brasileiro e não o iludir, contando mentiras, o que acabaria produzindo por si mesmo uma caricatura, uma imagem falsa e distorcida de nós mesmos,em outras palavras o brasileiro produzindo uma caricatura de si mesmo. Só não existe caricatura quando se conhece bem o tema a ser filmado, sob pena de dar uma imagem longe da verdade, uma imagem falsa querendo se passar por uma verdadeira.
Para aqueles sofistas que negam uma verdade objetiva, se a verdade não existe, tampouco pensar falso e com isso a opinião falsa existiram. Logo não existe ignorância e homens ignorantes. Se a ignorância existisse, seria enganar-se sobre as coisas.
Quem produz caricaturas é o brasileiro de si mesmo em filmes como Febre do Rato que mostra o brasileiro como um baderneiro, promiscuo e maconheiro, Carandiru que enfatiza os bandidos como vitimas e Paraísos Artificiais que mostram aqui como um bando de alienados e drogados que frequentam raves.


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